Se você se deparar com esse NPC andando pelas ruas do Brasil, já sabe: sou eu.
A skin é sempre a mesma.
Blusa verde furadinha.
Bermuda de malhar.
Mochila nas costas.
Boné.
E a hashtag do Feirou estampada.
Sim, sou eu mesmo.
Essa virou, sem querer, a roupa oficial da viagem Feirou Brasil. A roupa que mais usei até agora. E, se eu soubesse antes, teria vindo só com ela.
Porque, no fim das contas, é tudo o que eu preciso para rodar as feiras do Brasil.
A lógica é simples — e eficiente.
Essa blusa eu lavo no chuveiro mesmo. Me ensaboo com ela no corpo, lavo a cueca junto, torço tudo e coloco no bolso lateral da mochila, que também é furadinho. No caminho, andando, pegando ônibus, esperando em rodoviária, ela vai secando sozinha.
Roupa em trânsito.
A mochila, inclusive, está levando mais roupa do que eu realmente precisava. Aprendizado clássico de viagem: a gente sempre carrega mais do que usa. No fundo, eu poderia estar rodando o Brasil com muito menos coisa.
Mas tem três peças que não poderiam sair da mochila de jeito nenhum: as camisetas do Feirou.
Essas são essenciais.
São as que eu uso quando entro no ônibus para falar com as pessoas. Elas ajudam o projeto a ter rosto, identidade, presença. A camiseta abre conversa, puxa curiosidade, dá materialidade à ideia.
E, principalmente, ajudam numa missão básica, mas recorrente: mostrar como se escreve Feirou.
Muita gente ainda acha que é com L.
Não é.
É com U.
Feirou.
Eu falo isso toda vez.
Repito quantas forem necessárias.
Essa foto que estou postando aqui é justamente para isso: mostrar quem eu sou e como eu ando pelo Brasil.
Sem glamour.
Sem produção.
Sem figurino pensado.
É o corpo em movimento, a roupa funcional e a ideia andando junto.
A previsão era essa viagem acabar em janeiro.
Mas, se não acabar, termina em fevereiro.
Então fica o aviso:
Se, em janeiro ou fevereiro, você cruzar com alguém andando assim pelas ruas do Brasil — blusa verde, bermuda, mochila, boné e Feirou estampado —
pode ter certeza.
Sou eu.
Feirou Brasil, em movimento.
