Se eu consigo rodar as feiras do Brasil, você consegue ir na feira da sua esquina.

Se eu, Diogo, consigo atravessar estados, rodoviárias, madrugadas, calor, cansaço, improviso e estrada para encontrar feiras em cada capital, você consegue atravessar a rua.

Não é provocação.
É convite.

Porque a feira não é um evento distante.
Ela acontece perto.
Ela acontece agora.
Ela acontece toda semana, quase sempre com menos plateia do que poderia.

Quando você vai à feira da esquina, você não está só comprando comida.
Você está escolhendo um lado.

Está escolhendo ajudar o pequeno produtor.
O pequeno comerciante.
A família que acordou cedo para montar uma barraca.
O agricultor que tirou o alimento da terra.
A economia que gira perto, não a que some longe.

Ir à feira é um ato simples e profundamente político.

É fazer o dinheiro circular.
É descentralizar a renda.
É tirar força da concentração e devolver potência à comunidade.
É fazer com que o Brasil funcione melhor com o próprio dinheiro.

Não é sobre caridade.
É sobre justiça econômica.

Quando eu terminar essa viagem, eu não estarei terminando nada.
Estarei apenas começando outra etapa.

Porque essa jornada não tem início, meio e fim.
Ela é início, meio, início, meio, início, meio — todos os dias.

Fazer um Brasil melhor não é um projeto de prazo.
É um compromisso cotidiano.

E ele começa pequeno.
Começa perto.
Começa na feira da sua esquina.

Se eu consigo rodar o Brasil atrás das feiras, você consegue ir na sua.

E, se cada um fizer isso, o país muda sem pedir licença.

Não amanhã.
Hoje.