Aqui em Brasília, eu estou na iminência de tombar para frente.
O sono bate pesado. Tudo o que eu faço, eu quase durmo. Gravando esse texto, quase deixei o celular cair duas vezes. Em um momento, precisei parar porque percebi que estava gravando um áudio no WhatsApp quando, na verdade, era para estar escrevendo aqui. Está tudo meio embaralhado: corpo, cabeça, atenção.
Cheguei à rodoviária de Brasília por volta de uma da manhã. E fiquei ali até cinco horas acordado.
Como já contei em outro post, esse tempo passou rápido por causa da conversa com o senhor Max e o seu Luís. Ficamos conversando da uma às cinco da manhã. Bocejando, claro. Eu, eles, todo mundo cansado. Mas não era bocejo de tédio. Era bocejo de quem já ultrapassou o próprio limite físico e mental e ainda assim continua ali, porque a conversa vale.
Quando saí da rodoviária, fui direto para a Smart Fit, às cinco da manhã. A academia ficava no Guará, uma cidade satélite de Brasília. Malhei para tentar acordar o corpo, ganhar energia e dar tempo de pegar as feiras abertas, com movimento.
Mas a realidade foi outra.
Passei por várias feiras e não encontrei nenhuma acontecendo naquele momento. O corpo já não respondia. No Uber, eu piscava sem parar. A cabeça caía. Coisas começaram a cair da minha mão: o celular, a garrafinha de água. Em um desses momentos, caí para frente, bati a cabeça no banco e quase quebrei o óculos.
Foi uma carada e tanto.
Ainda bem que não quebrou. O óculos virou peça fundamental dessa viagem. Ele está sendo a lente por onde eu registro tudo. Se ele quebra, a viagem perde um pedaço importante do relato.
O sono, hoje, também virou personagem central.
Ainda bem que comprei passagem leito para Palmas. São cerca de 20 horas de viagem. Vai dar para dormir de verdade. Não foi nem uma escolha consciente, era a última passagem disponível. Mas acabou sendo exatamente o que o corpo precisava.
Um descanso inevitável.
Agora estou em um shopping perto da Smart Fit no Guará, usando o Wi-Fi para fazer algumas postagens, organizar o que já foi feito e aproveitar a internet antes de seguir. Devo almoçar por aqui mesmo e continuar a viagem.
Apesar do cansaço extremo, está tudo dando certo em Brasília. Já publiquei alguns conteúdos, já entendi um pouco da dinâmica da cidade, e sigo respeitando o ritmo do corpo, mesmo quando ele pede pausa de um jeito quase violento.
A viagem continua.
E, às vezes, continuar também é saber dormir.
