Chegando em Curitiba, não posso dizer que as coisas deram certo.
Mas também não posso dizer que deram errado.
Só não saíram como planejado.
Descobri que, por causa do período logo após o réveillon, algumas feiras da cidade entram em dias de pausa. No dia 2 de janeiro, tentei ir a três feiras para filmar — a do Cristo Rei, a do Jardim América e a do Água Verde A — e todas estavam fechadas.
O jeito, ao que tudo indica, é ficar mais um dia em Curitiba.
Segundo o motorista do Uber, a feira do Alto da Glória, que acontece aos sábados, com certeza vai rolar. Então o plano muda. De novo.
Enquanto isso, precisei ocupar o tempo.
Fui até a Smart Fit para passar uma hora e esperar dar o horário de check-in em um hotel perto da rodoviária. Depois da academia, vou tentar trocar a passagem e resolver a logística. Talvez eu vá almoçar no Mercado Municipal de Curitiba. Se der certo, mando fotos.
Não deu.
Descobri depois que o mercado também estava fechado por ponto facultativo.
Outra coisa que não está dando certo é o meu fone.
Não carrega de jeito nenhum.
Eita fone ruim.
Passei no Mercado Condor para comprar um cadeado — esqueci o meu em casa e, para tomar banho na Smart Fit, preciso trancar o armário. Aproveitei e comprei também uma super bonder, porque o tênis está descolando a sola.
Quando fui colar no hotel, a cola transbordou.
Resultado: meu pé ficou inteiro grudado no chão.
E o tênis?
Descolou ainda mais.
Saí para almoçar andando, para ver se o sol ajudava a cola a pegar. Caminhei um pouco, respirei e deixei o tempo agir.
Confesso que fiquei meio frustrado com esse começo atravessado.
Nada grave.
Mas cansativo.
Aos poucos, vou pegando o ritmo.
E me acostumando comigo mesmo nessa situação.
Feira é para os fortes.
Vamoooo!

