Essa viagem é, antes de tudo, sobre realizar um sonho acordado.
O Feirou Brasil não é uma fuga da realidade. É o contrário.
É encarar a realidade de frente, com mochila nas costas e ideia na cabeça, e ir até onde o sonho aponta.
Porque tem uma coisa da qual eu não tenho dúvida nenhuma: a dor da dúvida é muito maior do que a dor do fato.
Você bater cabeça, tentar e não conseguir, errar o caminho, ajustar a rota: tudo isso dói, claro. Mas dói no momento. É uma dor concreta, localizada, que começa e termina. Você sente, atravessa e segue.
Agora, a dor de não ter feito…
essa não acaba.
Ela não é pontual.
Ela não passa.
Ela não cicatriza sozinha.
A dor que fica na cabeça, a dor do “e se?”, do “eu podia ter tentado”, do “talvez desse certo”, essa acompanha a gente pela vida inteira. Ela corrói em silêncio, volta em momentos aleatórios, pesa mais com o tempo.
Essa viagem é uma escolha consciente de não carregar esse peso. Eu já tomei algumas decisões na minha vida e me livrei de alguns pesos. Nenhum eu me arrependo.
Ter iniciativa é mirar num sonho e ir nele acordado. Não esperando o cenário ideal, não esperando validação, não esperando aplauso. Indo.
O Feirou Brasil é muito sobre isso:
Fazer.
Acreditar.
Tentar.
Olhar para um cenário e entender que, de alguma forma, você pode ajudar naquilo.
Mesmo quando ninguém acredita.
Mesmo quando você mesmo tem dúvidas. Vai com dúvida.
Porque dúvida sempre vai existir. O que não dá é deixar que ela vire prisão.
Realizar um sonho não é ausência de medo.
É caminhar com ele.
E, no fim das contas, entre a dor de tentar e a dor de nunca saber, eu escolhi a única que não me acompanha para sempre.
Eu escolhi ir e suportar tudo o que vai doer… agora!
