Finalmente.
Neste domingo, 4 de janeiro de 2026, o Feirou encontrou uma feira em Curitiba.
Depois de dias atravessados por ponto facultativo e feiras em férias, foi na Feira do Largo da Ordem que a cidade, enfim, se revelou em forma de feira.
E vou te falar: que feira é essa?
Fiquei de queixo caído. Boca aberta. Igual ao cavalo que fica no centro do Largo, babando. Literalmente babando.
Babando pela feira.
Babando pelo ambiente.
Babando também pelo famoso pastel de capivara — pastel no formato de capivara, que eu não comi porque tinha acabado de tomar café e sabia que ia cair mal. Não comi, mas filmei. O pastel está lá no vídeo.
A Feira do Largo da Ordem é uma feira extremamente organizada. Muito bem ordenada. As barracas são sensacionais, tudo muito bem disposto, muito claro, muito limpo.
E é curioso como até a ordem pode ser vista como problema.
Uma pessoa me parou para pedir ajuda e comentou que não conseguia expor as joias dela por conta da rigidez da organização da feira. Muita ordem, segundo ela. Eu, sinceramente, não vejo isso como problema. Para mim, quanto mais ordem, melhor.
Fui abordado por ele, depois vi no Pix dele que fix pra ele que o nome era Nathan, enquanto tentava resolver um problema no óculos. O óculos simplesmente não estava funcionando. Eu estava sem o meu óculos de grau e, pelo aplicativo, não conseguia entender o que estava acontecendo. Pedi para que ele se afastasse um pouco enquanto eu resolvia aquele BO ali.
Expliquei que estava no início de uma viagem longa, rodando 27 capitais, e que não conseguiria ajudar financeiramente todo mundo que encontrasse pelo caminho. Ele entendeu. Foi educado. Se afastou.
Descobri depois que o óculos estava sem bateria. Tinha acabado. E não foi pouca coisa: eu já tinha gravado mais de 50 vídeos naquela feira. Olha o tamanho dessa feira.
Mais tarde, essa mesma pessoa se aproximou de novo, agora interessada no projeto. A conversa fluiu. Ele contou que também já tinha rodado o Brasil. Um papo bom, tranquilo.
Ele disse que queria apenas um café. Mas explicou que não era um café só para ele — era para a família inteira, cinco pessoas. E que não dava para entrar num bar com todo mundo.
Ele ofereceu uma esmeralda por 20 reais. Eu disse que não precisava da joia, mas que podia fazer um Pix. Ele tinha Pix. O nome dele, como já falei, era Nathan. Fiz o Pix de 20 reais.
Falei para ele que a joia que eu queria não era a esmeralda. Era ele seguir o Feirou. Ele disse que ia seguir. Se seguiu ou não, não sei. Muita gente fala que vai seguir e não segue. Faz parte.
Segui pela feira.
Visitei lojas, barracas, espaços culturais. Entrei numa mesquita, tirei o tênis para entrar. Achei linda. Lá dentro, uma frase me marcou: algo como “Deus só te dá o peso que você pode carregar”.
Essa viagem é muito sobre isso.
Rodar 27 capitais não é leve. Mas só estou fazendo porque acredito que consigo carregar tanto o peso da estrada quanto a honra de viver tudo isso.
A Feira do Largo da Ordem é uma feira para turista, para morador, para presente, para comida, para cultura. Uma feira que cria oportunidades. Uma feira viva.
Tomara que os vídeos ajudem a divulgar ainda mais essa feira e faça com que mais pessoas visitem Curitiba para conhecer não só o Largo da Ordem, mas também as outras feiras que funcionam ao longo do ano.
Estou deixando Curitiba agora rumo a Florianópolis, com a sensação de que essa passagem foi especial.
Escrevendo isso, chego a arrepiar.
Curitiba, eu gostei demais de você.
Curitiba, I love you.