Amanhã eu quero mudar o foco em Florianópolis.
Depois de passar por mercado, artesanato e feiras mais “arrumadas”, aquelas que normalmente entram em roteiro de turista, têm divulgação em sites de viagem, páginas culturais e até perfis grandes no Instagram, a ideia agora é ir onde o Feirou precisa estar com mais força: nas feiras de bairro.
Feiras comuns.
Feiras de rua.
Feiras de fruta, verdura e comida.
Feiras de alimento não perecível, de rotina, de manhã cedo, de compra rápida e conversa curta.
A verdadeira massa de feiras no Brasil, presentes em quase todos os bairros de todas as cidades.
Essas são as feiras que alimentam a cidade de verdade, e, ao mesmo tempo, são as feiras que menos aparecem.
As feiras de artesanato, em geral, já contam com uma presença forte na mídia. Muitas têm perfil no Instagram com milhares de seguidores, já estão em guias de viagem, em páginas de cultura, em plataformas que divulgam o que fazer na cidade. Elas já têm vitrine.
As feiras de bairro, não.
As feiras de bairro são as que ficam mais esquecidas, menos registradas, menos fáceis de encontrar com informação certa. E é justamente aí que o trabalho do Feirou faz mais sentido: dar evidência, organizar o mapa e acertar o endereço.
Porque desde Curitiba eu venho percebendo uma coisa que muda tudo: as informações oficiais nem sempre batem com a realidade.
A prefeitura divulga um local, mas a feira acontece em outro.
Divulga um horário, mas a feira está de férias, em ponto facultativo, ou simplesmente não está acontecendo.
E quando a gente depende dessas informações para se planejar — como eu estou fazendo agora, na estrada — qualquer desencontro vira atraso, frustração e mudança de roteiro.
O Feirou existe para diminuir esse ruído.
Para a feira aparecer mais.
E para a informação ser mais exata.
Entre mais de dez feiras que acontecem – teoricamente – na terça-feira de Floripa, eu selecionei três que ficam mais perto do hostel onde estou hospedado. Amanhã vou começar por elas:
•Rua Major Costa (região mais próxima de onde estou, e ponto de partida para chegar nessas feiras)
•Rua Conselheiro Mafra, 175
•Largo São Sebastião
No total, esse percurso dá 4.9 km caminhando, com uma previsão de cerca de 1 h e 10 minutos a pé. Tempo suficiente para sentir a rua, observar a cidade acordando e entender como a feira se encaixa no cotidiano do bairro.
A ideia é simples: sair cedo, sentir a rua, ver se a feira está mesmo acontecendo, registrar, conversar e ajustar o mapa com o que é real.
Amanhã é dia de feira de bairro.
É dia de colocar o Feirou onde ele é mais necessário.
