O Acre que o Feirou encontrou não seria o mesmo sem Wanglézio Braga.

Quando eu conheci o Wanglézio, fiz uma brincadeira quase automática — dessas que eu costumo criar para marcas e pessoas. Soltei ali, no improviso:

“Wanglézio Braga, o jornalista que faz o Acre mais.”

Naquele momento, eu ainda não fazia ideia do quanto aquela frase ia se provar verdadeira.

Wanglézio é o jornalista à frente do Acre Mais, um portal focado no agronegócio, mas com um olhar que vai muito além do campo. Ele já passou pela política, pelo noticiário duro, pelos bastidores do poder. Hoje, escolheu contar histórias do Acre real — o que produz, o que sustenta, o que alimenta.

E foi exatamente com esse olhar jornalístico, atento aos fatos e às pessoas, que ele recebeu o Feirou.

Em nenhuma outra capital por onde eu passei, fui recebido com tamanha dedicação, generosidade e entrega. Wanglézio não apenas me acompanhou: ele me apresentou o Acre. E fez isso do jeito mais acreano possível — em cima de uma moto, cruzando a cidade inteira.

Eu conheci Rio Branco sobre as rodas do Wanglézio.

Rodamos por feira de rua, aquelas com boxes que avançam para dentro da calçada, perto do mercado antigo. Alimentação, frutas, conversa, cotidiano pulsando. Depois, seguimos para um mercado que está passando por reforma — um espaço em transformação, cheio de histórias e expectativas, onde conheci muitos feirantes e entendi melhor como a cidade se reorganiza em torno da feira.

Fomos também ao mercado da Estação Experimental, onde estava acontecendo algo especial: uma verdadeira aula sobre turismo de experiência. O guia turístico Tácio Fúrio conversava com os feirantes sobre como ir além da venda — como entregar o Acre para quem chega. Ensinar o turista a descascar a castanha, explicar a origem do produto, transformar o ato de comprar em vivência.

Quando eu cheguei, eles já estavam aplicando tudo isso comigo. A aula já tinha virado prática. E ali ficou claro que a feira também é educação, acolhimento e narrativa.

Seguimos ainda para a Gameleira, onde visitei o Museu de Arte Acreana — um mergulho na cultura, nos povos originários, nas peças que contam uma história que o Brasil precisa ouvir com mais atenção.

Foi um giro completo. De feira em feira, de conversa em conversa, de bairro em bairro. Um Acre contado por quem conhece, respeita e ama a própria terra.

No fim do dia, Wanglézio ainda me deixou na Smart Fit para eu tomar banho, seguir para a rodoviária e continuar a jornada rumo a Porto Velho e, depois, Manaus. Mas o que eu levava comigo já não cabia mais na mochila.

Levava gratidão.

Gratidão por ter sido recebido de forma tão humana, tão verdadeira e tão jornalística. Gratidão por alguém que entendeu o Feirou não como um projeto de passagem, mas como uma oportunidade de mostrar o Acre de verdade para o Brasil inteiro.

Wanglézio Braga fez o Acre ser mais para o Feirou.

E fez isso com reportagem, com escuta, com estrada e com feira.

Do jeito que o jornalismo precisa ser.